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A arte de origem japonesa que alia a imagem à poesia (haicai)


Originalmente o  Haiga é um desenho que consiste na coabitação equilibrada e harmoniosa, de uma pintura com qualidades ingênuas e a escrita de um pequeno poema japonês de 17 sílabas, o haicai, cujo tema é, geralmente, sem pretensões..

Hoje, os haigas podem trazer pinturas ou fotografias e mesmo as 17 sílabas nem sempre são consideradas exatamente, apenas mantendo-se a tradição dos 3 versos (haicais) ilustrados.


Pintura de Richard Calil Bulos (Chachá).


Mas o que é mesmo um haicai?

Haicai, haikai, haiku, de acordo com o dicionário HOUAISS tem as seguintes definições:


- forma de poesia japonesa surgida no século XVI e ainda hoje em voga, composta de três versos, com cinco, sete e cinco sílabas, que tem como tema a natureza ou as estações do ano

 - forma poética de métrica e acentuação adaptada a partir desta, criada no Brasil

 - a forma haiku é mais utilizada como transliteração do japonês em línguas como o francês e o inglês, e nos livros especializados japoneses; no português, tanto como em outras línguas ocidentais, o registro mais encontradiço é com a forma haikai/haicai.


Arte e História

Haiga, literalmente, “pintura-haiku”, foi desenvolvido no Japão por volta do séc. XVI. Reunindo poesia, pintura e caligrafia, essa é uma arte japonesa peculiar. Não apresenta ideais românticos, tampouco imagens refinadas e, aí, difere-se das pinturas japonesas anteriores ao seu surgimento – tal qual o haiku, com relação à poesia. Derivado da arte suiboku-ga da Era Muromachi, não deve também ser confundido com o sumiê, mesmo com a grande semelhança. Preocupa-se com o aqui e o agora, sendo uma forma de expressão que provém, sobretudo, da observação atenta do cotidiano – retrata a natureza, o próprio poeta ou um detalhe geralmente despercebido. Composto por traços simples, rápidos e, muitas vezes, inacabados, o haiga não oferece imagens prontas ao seu público; sugere antes contornos que serão completados pela imaginação do observador, tratando-se, então, não de um produto concluído pelo artista, mas de algo que ganha vida a partir da sensibilidade do espectador.

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